POR QUE TEM GENTE QUE RECLAMA TANTO?



Quem não tem aquele amigo ou familiar que está sempre reclamando? Não há o que possa ser feito, sempre está ruim, sempre está faltando algo e você nunca dá a atenção necessária a ele. Fiquei observando algumas destas pessoas ao meu redor, tentando entender o motivo de tanta reclamação, de tanta vontade de não solucionar o caso. Não é assim? A pessoa reclama e, depois de você apresentar todas as soluções possíveis, a pessoa não aceita nenhuma e diz que a vida é assim mesmo e que não há solução. Aí, você fica comovido, imagina que a pessoa não está bem e que precisa de uma força. E você vai lá e faz para ela. Leva aquele presente surpresa, esperando que ela fique feliz e que se anime e saia da inércia. E o que acontece? A pessoa não vê valor no que você fez, diz que você fez mal feito e faz você se sentir na obrigação de continuar fazendo para ela, porque, apesar dela saber fazer melhor, ela não pode fazer agora, até porque, você existe e pode (ou deve) fazer para ela. Eu, sinceramente, parei de receber estes presentes de grego. Alguns eu aceito ainda, para fazer um social consciente. Mas por que alimentar tanto os problemas e não resolvê-los? Quando a gente fica remoendo um problema e compartilhando-o com os outros, de certa forma, queremos atenção, queremos que o outro veja o que está acontecendo com a gente e que nos ajude a ver uma luz no fim do túnel, que alguém nos dê uma mão, ou que traga o peixe pronto, porque não estamos na vibe de aprendermos a pescar. Mas será só isso? Queremos atenção, carinho, um mimo, companhia? Queremos nos sentir importantes para o outro? Queremos nos sentir especiais? Realmente, é importante dar e receber carinho, mostrar ao outro como ele é importante para você e como você se preocupa com ele. Quando estamos mal e alguém nos acolhe é super gostoso e nos faz muito bem. Mas, por outra perspectiva, posso ficar reclamando, me vitimizando e mostrando minha falta de forças para mudar aquela situação, justamente para que alguém faça por mim, numa certa mendigagem, folga, preguiça, falta de respeito e falta de educação. Há outro lado mais miserável que é “sei que sou importante, sou o centro do mundo, sou mais especial que os outros, logo, todos têm a obrigação de me servir. Não sou eu quem tenho de me levantar do meu altar e fazer algo, os outros é quem tem de me trazer o que tem de melhor e me adorar. E, talvez, eu agradeça.” No fim, todos ganham sua atenção e, talvez, seus desejos atendidos. Mas por qual destes caminhos você tem escolhido viver? Temos nossos momentos de vitimização, de folga e egocentrismo, que podem ser utilizados para fluirmos na vida com mais prazer e menos sofrimento. Mas se só isso existir, vale o preço que se paga para, no fim, conseguir o que se quer? O resultado final compensa o caminho?

E se é você quem está tentando ajudar o reclamão, apenas o vê como um pobre coitado ou enxerga a possibilidade de estar sendo manipulado e ser, na verdade, a vítima? Bruno Vicente

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